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abril 20, 2012

Analisar

Eu tenho a mania da retrospecção. Olho para o passado, mesmo que seja à duas horas atrás e analiso o que fiz, a maneira como o fiz e o principal: o que deixei por fazer. Normalmente, não me sinto mal pelo que deixei por fazer pois acabo sempre por dizer a mim mesma 'Ainda bem que não o fizeste pois iria dar merda, Cas' e é assim que me desculpo. Uma coisa que me custa muito fazer é não dizer o que tenho a dizer no momento, a cada discussão ou desentendimento. Tenho a mania de calar e pronto. E a barragem vai enchendo até ao dia em que rebenta e tenho dias como o de hoje. Acordei cansada (odeio quando isso acontece!), a minha mãe fez-me a cabeça em água e agora escrevo, escrevo para me salvar e não dar em maluca. A única parte boa do meu dia foi quando estive com o meu namorado e ele me disse que se sentia bem comigo. Então, fiz a tal retrospecção e pensei 'Meu deus, como é que te sentes bem comigo? Sou um desastre! Só digo asneiras, arroto, não tenho medo do que as pessoas pensam ou deixam de pensar' e depois penso 'Ok, não podes ser assim! Tens que moderar-te em público' e depois fico ali a pensar nisto e acabo por concluir, de novo, 'Que se lixe! Ele gosta de mim assim!'. Se há pessoas que conseguem gostar de nós como somos, com todos os defeitos e parvoíces porque duvidar? É incrível como se consegue gostar assim. Mas o problema não têm sido esse, aliás ... é isto que me têm salvado, é o amor dele que me têm mantido de cabeça erguida pois as coisas estão a acumular-se. A saída de casa, a entrada na universidade, o completar o curso, o arranjar emprego, um casa, uma vida estável. E se eu não conseguir nada disto? E se eu falhar? Decerto, vocês já se perguntaram o mesmo. E se falhamos? O que fazer a seguir? Tentar de novo? Arriscar de novo? Ou desistir e escolher outro caminho? Não tenho tempo para andar a remediar, nem dinheiro! Um passo em falso para a frente são dois passos certos para trás. Como lidar com isto? Falar com alguém? Estou cheia de dúvidas e medos que não têm sentido! Será que estou mesmo a dar em maluca?

Isto é só problemas existenciais. 
Cas, a tentar encontrar a ponta do novelo!

março 30, 2012

Escolhas (cliquem na imagem para lerem)


Estava eu a navegar pelo mural do meu facebook quando dei de caras com isto. Decerto muitos de vós já o leram, já encontraram esta imagem no 9GAG ou no tumblr, para quem o possuí. É verdade que os rapazes conseguem magoar-nos de uma maneira impossível de descrever mas também não é o fim do mundo! É um recomeço, é chorar o que se tem a chorar, esclarecer qualquer mal-entendido que haja com a pessoa em questão e seguir em frente! As raparigas que decidem tornar-se assim, vadias ... são as fracas de espiríto! Enredam pelo caminho mais fácil que é entrarem naquela depressão parva por causa de um amor perdido! 
Olhem lá para fora, há mais coisas a viver do que estarmos focadas numa relação! Há, o nosso futuro que deve ser a nossa principal preocupação nesta fase que estamos a atravessar! Uma rapariga que se torne vadia quando uma relação acabe mal ... normalmente, é para chamar a atenção, é para ser a rapariga que o rapaz que a largou quer. Supostamente, ele fartou-se da relação e procura a adrenalina da conquista, então larga a namorada porque já é uma conquista de longo prazo e já perdeu a sua piada, e parte à procura do que supostamente quer na noite! A rapariga apenas se transforma no que ele quer mas não é para ele, é para outros. Não sou rapariga de andar à caça e mesmo quando estava solteira não andava à procura do próximo namorado! Não consigo entender as raparigas que têm uma lista infindável de namorados e supostamente, amaram cada namorado mas trocaram-nos como se troca de camisola quando ela se suja. Além disto, não consigo entender o propósito da traição! Há pessoas que não conseguem simplesmente ser fiel ou nem sequer tentam ... Confesso que nunca traí mas já ajudei a trair e já fui traída! É da pior sensação que existe no mundo e ironicamente, a partir do momento em que fui traída estabeleci a mim mesma um limite e nunca mais ajudei a trair. Mas não é de mim que estamos aqui a falar ... é das relações e as consequências das mesmas. Voltando ao ponto de que as raparigas se transformam em vadias quando uma relação acaba mal ... é apenas uma maneira de chamar a atenção, como já referi - 'Ah sou vadia porque sofri muito numa relação e a partir de agora não quero mais uma relação séria ... só coisas de uma noite!' - Isto é completamente falta de carácter e amor-próprio! Façam como eu e muitas outras raparigas decentes: continuem a vossa vidinha, vejam filmes tristes como o Notebook e Para sempre, comam muita comida, chocolate, chorem quando têm a chorar, tentem regatear a relação se acharem necessário, escrevam, preocupem-se com os estudos, apanhem algumas bebedeiras! O tempo irá passar e quando encontrarem a pessoa que vos magoou vão conseguir sorrir e dizer 'Bom dia' e ele ficará boquiaberto a olhar para o quanto bem vocês estão! Não é errado fazer uma espécie de luto da relação ... errado é armarem-se em porcas, ficarem grávidas e pegarem Sida!! Só porque ficar em casa é tudo muito mainstream e old school! Hoje fico por aqui e espero que tenham percebido o meu ponto de vista.

P.s:Atenção, não estou a julgar e muito menos a ofender, este assunto é bastante delicado e se caso, ofenda alguém com este texto aconselho a que me deixem um comentário para que possa esclarecer-me, estou a escrever cegamente pois não sei de todos os casos de desgostos amorosos!

Cassandra, a renegada de Sexta-feira

janeiro 31, 2012

Meio Termo

Uma das coisas que mais me irritam é deturparem aquilo que eu digo. Eu não me importo de repetir, de salientar e de dizer as coisas vezes sem conta desde que não distorçam a mensagem que transmito. Vulgarmente, me tenho deparado com esta situação: digo algo que até pode ser controverso e as pessoas afirmam que eu disse de uma determinada forma que em nada se assemelha àquilo que eu digo! Um exemplo prático é cá o pessoal da minha casa... A minha mãe e a minha tia são completamente devotas pela família, nada contra mas tudo tem um meio termo e, segundo o que tenho aprendido nas aulas de Psicologia, elas têm fixações em alguns estádios e eu, por alguma razão, disse que os humanos foram concebidos para se desenvencilharem sozinhos, quase sem intervenções mas elas não fazem isso! Dependem uma da outra para tudo, como se não tivessem opinião própria! Pronto, isto irrita-me solenemente porque cada um tem  a sua opinião e não se deve influenciar. 
Quando dei conta, isto depois de ter dito aquilo, já estavam a falar de mim e dos meus princípios que eu nunca iria ter orgulho na família e que era uma insensível! 
Primeira hipótese: desmentir tudo. Segunda hipótese: argumentar novamente. Hipótese escolhida: segunda.
Tudo bem, posso não ser das pessoas mais indicadas para falar do assunto relativo à família mas tem lógica! Quando os primatas "colonizaram" a superfície da Terra, eles não tinham como aprender as coisas porque não havia conhecimento e tiveram de se desenvencilhar sozinhos! Não digo que na atualidade tenha de ser assim mas, tal como referi, tem de existir um meio termo para tudo. Tem de existir um equilíbrio para que tudo funcione e eu fiquei pasma quando, depois de barafustarem comigo como se eu estivesse irrevogavelmente senil, alegaram que mais nada fariam por mim e que eu que me desenrascasse. 
Tudo bem, é justo mas eu nunca referi os extremos como se fosse algo viável. Todos nós precisamos do processo de socialização e de alguém a amparar as nossas quedas e a corrigir-nos mas não de uma forma constante! Depois queixam-se que alguns filhos de outras mães são extremamente dependentes dos pais! Claro! Adoptaram os mesmos princípios que elas, criticam mas cometeram o mesmo erro embora não fluísse efeito. Eu já tive uma personalidade fraca em que me deixava influenciar por terceiros mas agora sou independente e não quero que metam pessoas "ao barulho" quando eu tenho de resolver os meus próprios problemas, contrariamente a elas. Não é uma questão de insensibilidade: é uma questão de "independência" que devem respeitar porque por muito que me recuse a agir segundo aos princípios que me são impostos e aos ensinamentos que me instruíram, eu respeito. Mostro o meu espírito de contradição, a minha opinião, tento corrigir os aspetos negativos mas não desrespeito nem entro numa discussão que em nada tem que ver com o que eu disse! Eu só tenho pena das pessoas agirem muitas vezes com o coração quando devem agir com o cérebro e com o cérebro quando devem agir com a emoção... em vez de tentarem arranjar uma forma alternativa de pensarem claramente envolvendo ambas as partes e devido a esta separação é que as pessoas agem erradamente, pensando que estão a ser heroínas quando na verdade estão a ser ridículas e ainda tentam incutir isso a outras pessoas.

Hayley Logan, a Renegada das Terças