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abril 19, 2012

Orgulho.



Mudo, caminho por entre esta multidão que se agrupa. Arrepio caminho por entre olhares furtivos, deslizo subtilmente perante faces preenchidas pelo escárnio, trepo montanhas de ignorância e grito aos sete ventos a malicia do meu ser. Não sou fraco. Da minha boca jorra a glória, dos meus olhos escorre o poder. Fiz-me rei desta sociedade hipócrita e impero na desistência dos demais.
Passeio lado a lado com a raiva e trago como parceira a ignorância. Os meus rivais acumulam-se, mas aprendi a resguardar-me deles. Não sou fraco. Fujo daqueles que me perseguem, que me condenam, e reapareço, pronto a reinar nas mãos dos impotentes. Desvio atenções do que não acho ser importante, ou do que penso ser importante demais para ser escutado.
Controlo quem quero, e quem por mim se deixa consumir. Vingo a minha arrogância nos inocentes que suplicam por uma nova chance. Ocupo almas fracas, faço delas o meu alimento. Do meu olhar irradia a ira e do meu corpo sobressaí a vitória.  Não sou fraco. Apenas vingo por entre os menos firmes. Por entre aquelas que ao Diabo concederam as suas almas. Por entre aqueles que suplicam a minha vinda num ato irracional de poder imoral.  Dono da razão, parceiro da resistência, habito nos desesperados. Nas minhas emboscadas, armo as armadilhas frias e traiçoeiras do destino. 
Sou aquele que perante uma última lágrima, abandono de sorriso estampado neste rosto cravado pelo repugnante Amor que em mim desfere golpes demasiado vigorosos. Fujo, persigo, escondo-me e retorno, a cada dia mais voraz, a cada da mais cruel.  Sob mim espreita a esperança, mas sobre ela tenho eu poder. A mim ela responde com solenidade. Não sou fraco. Há muito que procuro em mim as falhas de outrora e a cada nova manhã, ergo-me mais imponente e vingativo. Não sou mais o que fui outrora. Sou melhor. Mais experiente. Reino nesta sociedade oca, vingo sobre os inocentes. 
Poucos me vencem. Poucos me reconhecem. Poucos me fazem frente. Muitos a mim se submetem. Muitos a minha existência negam. Muitos clamam o meu nome e suplicam a minha chegada. Muitos em mim assentam o que lhes convém. Não me importo. Nasci para Reinar. Implacável e nunca resignado, prossigo neste caminho cada dia mais extenso e plano. Enquanto as almas fracas se entregarem ao Diabo, a minha fome será saciada. Enquanto as almas inocentes sucumbirem às Trevas, a minha sede será saciada. 
O meu nome é Orgulho. A meu lado caminham os meus aliados. Ódio, Desilusão, Impotência, Ignorância. 
Contra mim tenho apenas o mais forte dos inimigos. O Amor. Ele tem os seus aliados, eu tenho os meus. 
Até quando poderei ganhar as batalhas?

Bree Emma Sommers ,
Renegada  às quintas, 
por fim a tempo e horas :) 
hope u like :)

2 comentários:

  1. Uau! Amei! Sabes quem é que me fez lembrar? Magneto do filme X-men Firs Class! Ele também é assim ;) Adorei aí umas quantas frases que achei bombásticas! Muito bom mesmo! :D Parabéns! :D

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    1. Oh :3 Muito obrigada, Hayley! Muito obrigada mesmo! :)

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